Seja bem vindo á Minha Galeria (Welcome to my Galery) ; (Bienvenidos a mi Galería)

Você é interessado em Arqueologia e História Medieval? Bem Vindo! Aqui sou um Arqueólogo Rebelde na investigação, mas acima de tudo aprendiz. Esta é uma Galeria que mostra um pouco do que penso sobre estas matérias e do que eu julgo que seja relevante ver e ser estudado. São meras fotos, esboços de pensamentos, analises, traços de ideias em bruto que devem ser trabalhados por todos nos nossos íntimos! Ao reflectirmos nestas matérias por instantes podemos «procurar mudar» o nosso futuro de alguma forma. «A Arqueologia e o mundo no nosso mundo» é o programa em discussão e em exposição. Deixo aqui algo para observar e perspectivar, só para nós, só para tentarmos perscrutar o que se anda aqui a fazer nas mais variadas matérias dentro desta área! O que se anda aqui a passar! E, principalmente o que se pode fazer, perceber, discutir e ver.



Are you interested in Medieval History and Archaeology?

Welcome!Here, I am a rebellious archaeologist on research, but above all, I am an apprentice. This is a galery on which I show you my thoughts about what is relevant to see and to study in those issues. They are simple pictures, thoughts, analyses and ideas that we should all work in our souls! By reflecting in these matters, we can “try to change” our future in a way. “Archaeology and its world on our own” is the project on disscussion and exposition. I leave to you here, something to observe and to put in perspective, just for us, so we can all try to notice what has been done in the most variant matters in this subject! What is going out here! And to know, to consider, to see, and most of all, what can we do about it.



¿Vosotros son interesados en Arqueología e Historia Medieval? ¡Bienvenidos! Aquí yo soy un Arqueólogo rebelde en la investigación, pero sobre todo soy un aprendiz. Esta es una Galería que les muestra un poco de lo que pienso acerca de estas materias, y de lo que creo que sea importante ver y estudiar. ¡Son apenas fotos, esbozos de pensamientos, análisis, trazos de ideas que tenemos que trabajar en nuestras almas! Reflectindo por momentos en estes temas, podemos «procurar cambiar» nuestro futuro de alguna manera. «Arqueología y el mundo en el nuestro» es el programa en discussión y exposición. ¡Os dejo aquí algo para observar en perspectiva, solo para nosotros, solamente para intentarmos descubrir lo que se hace en los más diversos temas de esta disciplina!!Qué pasa por aquí! Lo principal es lo que se puede hacer, comprender, discutir y ver.

Arqueologia Medieval

Arqueologia Medieval
Sem dúvida que a Arqueologia tem muito de coisas que interessam, desde a década de 470 até 1460, a Arqueologia pode não contar ainda muito, mas de muito já pode falar

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Conclusão de Observação Minuciosa:Património

O património tem sido visto como algo para lá do que simplesmente achamos que isso é, Património é algo que vai e alcança os valores pessoais, os valores mais intimos dos povos, os valores humanos que herdamos  do passado, dos bisavós. A visão estende-se até ás coisas que são mais quotidianas e que de facto nos toca de alguma forma mais profunda. No entanto eu acho que essa visão deveria ser mais bem vista, e esclarecida. A imagem pode dizer-nos muito, pode ser uma recordação que nos transporta para algum acontecimento agradável em que tenhamos estado. Não deixa de ser uma imagem que evoca um momento bom na vida, num espaço que nos foi util no campo da felicidade, por isso o guardamos. Objectos e fotografias evocam momentos bons num circuito ritual de festa e de bem estar porque senão não seriam guardados nem estariam espostos no espaço para evocarem o que guardam (falo não só nos espaços de trabalho mas também de lazer, etc) - penso que esta perspectiva é mais vasta do que simplesmente dizer que os objectos são meros obstaculos que nos fazem viver o que já foi e que não volta a ser, apesar de ter lógica, só por si é uma forma de ver redutora, penso eu.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Património: Desafio da Investigação

Muitas vezes eu dou com investigações seculares que dizem respeito a todos os portugueses e que penso que de facto devem ter uma importância cuidado a que merece o nosso património. Hoje falamos que tudo é património, tudo é parte integrante do próprio cunho de herança passada. De facto não é de evitar a ideia de que isso é uma verdade intrínseca. Mas para tanto é preciso que vejamos o que estamos a falar como de facto algo ainda maior quiçá; "desde o inicio até ao fim, tudo o que faz parte da existência das coisas, é património"- porquanto o que temos e deixamos para o futuro também será património. Assim o que podemos não definir como sendo isto mesmo? Nada, pois tudo é parte integrante de herança do tempo que já foi... tudo, até mesmo a linguagem e a cultura de um povo são considerados pelos estudiosos património. Desta forma pode-se dizer que património é tudo o que existe. Até a arquitectura dos sentidos é considerado património da cultura dos indivíduos.

A estratégia social em que se valorizam é uma forma que evidencia que há heranças do passado. A vida gerida do homem desde os primórdios da civilização como a entendemos até á actualidade é vista como um património que arrecadamos com o simples facto de estarmos vivos e de sermos os seres humanos que somos. Encontramo-nos a observar uma cadeia de dados que é assim mutável e alvo de estudo a todos os níveis. Será que as ideias e os hábitos que cada um adquire são características de um núcleo hereditário? Certamente que sim mas todavia como perceber que isso de facto deve ser assim entendido? O que devemos de facto entender como Património? O que tem sido agora visto como tal, ou devemos reflectir melhor acerca do que devemos considerar como sendo algo que pertence a um povo especifico de facto? Ou é algo que faz parte da cadeia de considerações especificas da herança de um povo? A ideia de património dilui-se sem deixar rastro e que maneira subtil de se alargar a tudo o que existe! O património a dada altura começa a perder importância, se formos perceber que ele se estende ás coisas mais triviais do quotidiano. Será que podemos olhar para esta matéria como algo de dupla formatação? Eis que acaba por se tornar industrial e secular, sem a menor identidade e valorização, mas ao mesmo tempo contem a importância que, enquanto seres pensantes e identificados com o que nos rodeia, damos na sua plenitude ou não! A ideia se esconde um berbicacho, eu não entendo porque devemos reduzir a objectiva e mergulha-la na imensa prancha de desinteresse. É preciso e necessário que tudo seja do interesse de todos, porque se formos a ver bem, nós somos o próprio património do que será a humanidade do futuro.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Observatório: Desafio da Investigação

Tenho vindo a perceber que o tema Rito e Ritual detém um prolongamento no tempo e na história da humanidade, não porque o homem apenas usa estes métodos com o fim de se coarctar com o meio, Não deve ser encarado como apenas e só um rol de meios para manter um comando. Sinto que eram formas que o homem obteve ( achando as consideradas vitais) se adaptar por forma a encarar as dificuldades que o mundo vai atravessar, por forma a não só manter a humanidade, cultivando-a, mas também de se unir ao meio e ultrapassar as mudanças. A perspectiva de etapas que o homem precisa enfrentar, face a um mundo que em mudança, tece o mesmo caminho, é designado de evolução, que mais não é que uma definição de manter um caminho que deve ser percorrido isto é uma perspectiva na óptica evolucionista. Mas penso que é a mais fidedigna na medida em que homem e mundo correm rumo a um trajecto normal da natureza existencial. O homem na necessidade de se manter nessa corrida, como que "se reveste" de hábitos que o ajudam não só na corrida mas a entender o caminho traçado pela natureza face ao mundo em que ele está inserido. Mircea Eliade fala  na perspectiva de um mundo unido a nível do transcendental e material para muitos povos, mas isso é apenas uma premissa para o que ele explica depois; Estes povos detêm uma visão alargada na medida em que não separam mente de corpo, pensamento da matéria corpórea. Isto faz-me perceber que Eliade se junta a Joanna Bruck quando ela refere que o homem necessita de se tornar social para precisamente se unir com o divino, na medida em que ele, como ser integrado em sociedade se auto-entende como um ser uno com várias formas, todas integrantes entre si.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Agitação Veranil

Evolução

Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo,

Tronco ou ramo na incógnita floresta...

Onde, espumei, quebrando-me na aresta

Do granito, antiquissimo inimigo...


Rugi, fera talvez, buscando abrigo

Na caverna que ensombra urze e giesta;

Ou, monstro primitivo, ergui a testa

No limoso paul, glauco pascigo...


Hoje sou homem - e na sombra enorme

Vejo, a meus pés, a escada multiforme,

Que desce, em espirais, na imensidade...


Interrogo  o infinito e ás vezes choro...

Mas , estendendo as mãos no vacuo, , adoro

E aspiro unicamente á liberdade.



fonte: QUENTAL, Antero de; Sonetos Completos, ed: Europa-América; pp:130


Gosto deste poema, e dedico-o a todos os estudiosos não só de Antero de Quental, mas também da história do homem e do próprio homem.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Homenagem á Joana d'arc, hoje santa!


Começo por definir que a Guerra dos cem anos durou concretamente 116 anos, com paragens periódicas de conflitos armados, mas os dois principais intervenientes estavam em pé de guerra mesma nessa altura, havendo escaramuças periódicas. Também se chama guerra ao período frio de recuperações e de traçados de estratégias. A guerra dos cem anos durou de 1337 a 1453. Foi uma Guerra travada entre a França e a Inglaterra. Pelo ano de 1328 o rei de França morre sem deixar descendência, logo a coroa passa para o primo, mas eis que Henrique VIII de Inglaterra era também parente directo do rei Francês, pois sua mãe era irmã do falecido. Este facto era o suficiente para se achar rei dos dois países, mas os Franceses não aceitaram e acharam mesmo ser uma afronta. Em 1337 o rei Inglês arma um exercito e atravessa o canal que separa os dois países e invade a França. Em pouco tempo os franceses vão perdendo praças importantes como Reims, Paris, etc em batalhas em Crecy , Poitiers e Agincourt, onde são esmagados os seus exércitos facilmente. Os Ingleses tinham uns aliados ali perto da França com quem negociavam vilmente, pois parece que as suas intenções, mesmo com eles não eram sérias. Eram os burgunhões, que davam-se em paz com a França mas pondo-se muitas vezes pelos Ingleses, outras pelos Franceses, no fundo queriam o melhor para eles. Atacavam também as praças e os territórios Franceses. Em pouco tempo a França fica reduzida ao sul, em que somente uma fronteira natural separa as hostes. Em Bloi o Delfim fica á procura de uma saída para um reino exaurido e sem futuro. É nessa conjuntura que existia um mito que uma vez, uma donzela de Lorena ainda Virgem viria num cavalo de estandarte em riste e salvaria a França.


E é que por volta de 1412 nasce uma menina em Domeremy, Lorena, no norte de França, em território hostil burgunhão, e desde criança que passando tempo demasiado na Igreja dialogava com os anjos e santos guerreiros como o Arcanjo Miguel e Santa Margarida, e via imagens e palavras que lhe diziam que deveria ser uma boa cristã, para mais tarde lhe darem supostos sinais que ela interpretou como sendo mensagens divinas de algo que ela deveria fazer muito em breve " Joana...joana... vais servir um propósito maior querida Joana!" Aos 19 anos, em 1428 parte para a corte do Delfim em Blois e lá convence o rei da sua missão, que estava ali para salvar a França e coroa-lo rei. Fez os exames provando que era quem dizia ser ser e parte para Orleães com 10 mil homens e conquista a praça num só dia no que parecia ser inexpugnável. Joana entra em Orleães vitoriosa. Novas batalhas se dão e Joana vai ganhando todas, ao chegar a Reims, O delfim é coroado após a tomada da praça, que era importante pois lá, desde o tempo do rei Clóvis que se coroavam todos os reis Franceses. Mas assim que o Rei teve a coroa na cabeça, procurou entrar em negociações com o Inimigo, facto que Joana repugnou, mas decidida foi ver se tomava Paris. A campanha parecia difícil mas já não podia contar com um séquito tão grande. Foi apanhada numa emboscada pelos burgunhões e feita prisioneira. A França chorou de morte nesse dia. O rei Frances tenta entrar em negociações com os burgonhões, pela pressão dos generais Franceses como La Hire e o duque D' Alençon, mas sem êxito. Joana esteve em cativeiro o tempo suficiente até ser levada para Ruão onde seria julgada e executada. Os generais ainda tentaram fazer uma emboscada em Ruão, com o fim de salvar a Donzela, mas foram enganados e desbaratados. Joana esteve muito tempo a ser julgada pelo bispo de Ruão, e deu uma luta monumental, pois não se conseguia faze-la totalmente culpada, Joana não se achava culpada de nada de que a acusavam e então foi entregue pela Igreja ao poder secular (o governo Ingles) que faria com ela o que quisesse. Assim Joana foi julgada de uma série de coisas que mais tarde a própria Igreja viria a reconhecer como falsas e executada na Fogueira em 1431.

Quem pensou que o facto iria acalmar os Franceses enganou-se, o exercito inflamado pelas noticias em Ruão, e sentindo-se completamente impotentes, tinham aí um motivo para lutar até ao fim e acabaram por conquistar Paris e salvar posteriormente a França do Jugo Inglês.

Joana foi canonizada em 1903 e tornou-se santa no mundo Cristão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pensar o medieval

O tempo da Idade Média, como o retratamos, tanto na Europa como em Portugal, foi um periodo de renovação dos velhos canones culturais, sociais e de ligação entre o homem, a terra e a religião. Mas os tramites em que se desenvolveu fundamentados numa doutrina de governo rigido que acentava a base num feudalismo promovia nas consciencias o medo e a dependencia. A forma de comando dividida em Monarquias e a Igreja (no Ocidente) vinculavam os crentes a deveres e a tarefas em troca de lugares no céu, não falo das indulgencias, que se deu muito mais tarde, mas de algo que promovia a salvação pela devoção cega ao que era ensinado por esta Instituição. O que aconteceu foi que isto foi sendo incutido de raiz, ao ver uma humanidade em desespero e varrida pela guerra e dando-lhe suporte pela palavra foi o objectivo huamano, mas depois mais tarde traduziu-se numa canção sistemática detendo o comando. Pelos anos idos de 700, altura em que os Muçulmanos ocuparam quase toda a Peninsula Ibérica, a Igreja começara a exercer força de uma forma directa sob a base do que as populações carenciadas necessitavam. Aquilo a que se chama muitas vezes "o dominio da Igreja" foi penoso para a Humanidade durante alguns séculos, em que o que era pregado eram os ensinamentos do Cristianismo, mas na maioria das vezes aplicados no sentido inverso acentuados em factos como acusações, julgamantos , torturas, execuções sumárias pela espada, machado ou fogueira e mandados de exercicio de cruzadas á terra santa como propósito de a recuperar pela guerra, sob a base de uma crença que ditava a fraternidade, a harmonia e a compreenção e o Amor, fudamentados nas palavras do seu criador "Amai o próximo como a vós mesmos" e " Quem nunca pecou que atire a primeira pedra" - a respeito do caso biblico de Maria Madalena. Todos estes casos foram assumidos pela própria Fundação num pedido de perdão á humanidade na promessa de que tudo seria dieferente como é do conhecimento geral. Mas nem estes erros foram sempre assim. Falam muitos autores a respeito das cruzadas que  foi o unico meio que a Igreja encontrou, na altura, para fazer frente ao flagelo em que se via envolvido o Cristianismo, o inimigo muçulmano estava convicto numa fé de amor e faternidade que devia ser espalhado pela ponta da espada. Daí a olhar como um meio de comando e poder era algo que a Igreja não pugnava usar, mas que depois tornou-se apelativo além de necessário ainda durante bastantes séculos enquanto o inimigo marchava no sul. Não podemos pensar que tudo na Igreja era mau, mas a maioria das aplicações imprimidas pela Igreja talhou a humanidade de forma arbitraria e desumana e anti-cristã. Mas isso não quer dizer que não houvessem neste organismo de comando formas boas estruturalizadas e muito cristãs, mas precisavam no entender de muitos autores, de serem trabalhadas e reformuladas constantemente, a igreja deveria seguir os sinais do tempo e não esperar que o tempo a siga (não me lembro de quem disse semelhante mas não importa). Todo o tempo Medieval foi carregado de simbolismo que impregnava o quotidiano da sociedade. Os vinculos com os Martires e com os Santos, as formas de enterramento, a arquitectura das Igrejas e catedrais, e a acção constante dos intervenientes junto das populações era tal que apelava a toda o instante á devoção excessiva que mais tarde inadvertidamente se transcrevia muitas vezes no fanatismo. Penso que estas palavras são do conhecimento geral, mas há algo mais a dizer á cerca disto. Quando o Império Romano perdeu força e sucumbiu, a Igreja tal como as populações estavam despreparadas para o que se avisinhava. Nesta altura o unico objectivo desta instituição era proteger os crentes, os devotos, e fez o que estava ao seu alcance para assegurar que tal se verificaria, mas quando se viu em mãos para governar as populações viu-se deficitária, e aqui se houve abusos, também houve complacencias e virtudes que a Igreja teve de Louvar. As sedes de comando das cidades pela Igreja,e não só, também em campos despovoados, em que como orgão protector procurava manter o maior número de pessoas protegida dos desmandos da guerra, foram lugares de acções humanitárias. Se mais tarde se traduziram em palcos de despotismo e tiranismo, isso deve ter a ver com a mentalidade de quem mantinha tais espetáculos em funcionamento, mas não se explicava dessa forma em todo o lado. A Igreja beneficiava da protecção que dava, era um direito que lhe assistia, na medida em que, inicialmente, vivia do que se pudesse recolher da terra, mas ninguém passaria fome ou necessidades sob a sua alçada. Mas mais tarde a Monarquia faz-se sentir sob os aspectos do fausto da Igreja embebida em poder e ganha a necessidade de se tornar autónoma. Como poderiam os reis governar as populações com um comando tão rigido como o que tinham em ciam de si mesmos? Eram talhadas as suas decisões de forma intrinseca. Tinham o papel de enviados de Deus para governar mas eram percebidos como "fantoches" da Igreja na giria do povo. Tal aspecto foi mudando gradualmente, a guerra assumiu contornos nesse aspecto mas isso não permitiu um desvinculamento com a Igreja e com a fé, antes pelo contrário. Ela era inspiração para a busca de respostas e de reforço da própria fé. A guerra e a Peste Negra lavravam a morte á sua frente e as pessoas ficaram desacreditadas do dogma. Eis que aIgreja entrava em convulsões, ou não fossem tais factos um sinal mais do que evidente que a sua doutrina precisava mudar. Assim tentava a todo o custo restabelecer a ordem interna por forma a ser não só aceite mas também integrante. A monarquia portuguesa sendo uma forma de governo não muito diferente, não detinha um total controlo inicialmente, e depois vem a ter um papel mais activo em variados sectores, mas é sempre um processo gradual e muitas vezes "negociado" com a Igreja que deve ser percebida com variadas considerções.


Nota do autor da postagem: Esta publicação foi feita baseada em textos, livros, alguma busca detalhada não só documentada mas também colhida entre varios meios em que preciso traçar uma lista detalhada, será feita em breve. Atentamente

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entorno aqui o vosso Aquário(~~~~~~~~_________

É estranho ver que as coisas na vida têm um motivo, na maior parte dos casos, dúbio e sem muito nexo; não entendo porque é que pessoas que são portadoras de vasto conhecimento das coisas e da vida se dão a basear-se em contradições para tentar explicar alguma coisa (mesmo sabendo que não mais conseguirão do que a confusão e o auto-descrédito face ao ouvintes) eis que são, nos bastidores, alvo de chacota e riso, são fuzilados nos campos que lhes estão vedados. Torna-se para mim pior perceber que elas sabem disso. A minha pergunta é porque é que se dão a esse papel. Ouço pessoas que perdidas nas desconstrução de seus pensamentos, não conseguem chegar a lado nenhum, ás tantas não querem, ás tantas o que querem é aquilo, partir pensamentos e ideias até se canssarem. Pela minha parte eu fazia isso aos meus pais quando tinha 5 anos de idade. Acho deprimente que aos 26 anos veja pessoas mais velhas em tal situação. No outro dia um amigo meu de Coimbra, que está a ver se vai para professor, basta tirar mais umas cadeiras me explicava:
" Ó Bruno isto assim não dá, temos de inovar, não podemos manter-nos nesta pasmaceira, -e disse-  faz isso, não te kafikes!"
Nesse momento com ar pensativo perguntei-lhe; 
"Á quanto tempo moras aqui Mário?" - Ao que ele me respondeu; "Á 44 anos porque?"
"E não estás a pensar sair daqui, ir para Londres ou Paris?", "Não, eu gosto muito da minha cidade, gosto muito daqui, não troco isto por nada!", "Ah"- respondi eu- "Até á vista!" E nunca mais o quis ver!

Quando um amigo de longa data me disse; " Olha bruno o importante é que sejamos persistentes e irrequietos, que façamos alguma coisa para que as coisas mudem, senão nunca mais andaremos desta para torta"
E aí eu perguntei- " Mas diz-me o que é que fizeste da vida Filipe?"
" Olha, não muito, até era de familias ricas, mas cancei-me rápido de lutar, fiz o Douturamento mas vou-me ficar por aqui a dar aulas no Minho, sempre é garantido"
" Que idade tens Filipe?"
" 54 anos porquê?"
" Ah... por nada, não entendo como és tão demagogo!" - Irritou-se e nunca mais me falou mas não me importei e segui a minha vida.

Outro amigo meu, que dava aulas em Madrid disse-me; " Oh pah, olha , vou de volta para o porto porque aqui os Espanhóis não percebem nada, falo-lhes de arqueologia eles parecem papeis de parede, falo para as paredes que eles nem inetervir fazem, nem falam, acabo os dias frustrado...estou farto"
" Oh Gustavo, tu falas bem o Madrileno?"
" Falo pah, sou versado, tirei curso e tudo..."
" E de que falas nas aulas?"
" Ora de arqueologia!"
" Não, de que arqueologia falas?"
" opá, falo de arqueologia espanhola"
" E não falas de mais nada?"
" Não pah...falo de arqueologia com que estudei 34 anos "
" E que mais?"
" Sei lá...talvez um pouco de mim, da minha vida, sei lá...o pessoal lá diz que divago muito mas depois falo de novo de arqueologia".
" A tua vida privada a que devias ter dolo para manter só para ti, achas que importa a alguém? Principalmente para quem está ali a pagar propinas para aprender arqueologia?"
Pensou um pouco e respondeu- " Tens razão, vou seguir o teu concelho!" -
" Construção e crescimento são tudo meu amigo! -disse eu.

devemos sair do berbicacho que vem da lingua das cobras: "Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço"- isso é uma ideia falaciosa que pôem as pessoas numa posição dúvidosa, e o mais certo é que ninguém se acredite de que o que ela faz é certo nem que o que ela diz é verdadeiro, trocam-se todas imediatamente e dão o dito pelo não dito- confrontadas já vi muitas dizer; olha para o que eu faço não olhes para o que eu digo, aí como é que é? não é assim pois não?!- olhem a chacota a que são sujeitas...pois.

agora que comecei vou até ao fim, tanto levo com nãos que um dia levo com um sim...
é facil ser Almirante de Arcada, muitos projectos no papel, mas ninguém faz nada!

Quando não se encontra fios condutores onde a própria pessoa os cria e se orienta num caminho para evoluir e fazer os outros evoluir consigo, está no caminho errado, ao envez de estar a fazer algo construitivo, está a destruir- esta premissa é deveras do interesse geral. E o leitor pergunta-me; "Oh anjinho,mas agora deste uma de psicologo foi?!"  Quem me dera, mas acho que somos todos um pouco dessa casta, e devemos ser, tanto para nós como para os outros! A toda a hora dou de caras com gente amiga na rua e com quem venho a ter conhecimento que ao envez de construir um pensamento evolutivo e por isso interessante, que dê seguimento a uma conversa inteligente e adulta, importam-se mais em parti-los como se de briquedos se tratasse. Partem tudo, ideias, juizos, palavras, silabas, valores, etc, e ainda se pertem todos a rir...

No outro dia um amigo deu uma exposição de fotografia, e tudo o que ele conseguiu dizer da sua obra foi " Estou aqui a apresentar aquilo que eu vejo da vida, ou o que eu entendo dela, a cultura é a minha vida, é a vida de todos, assim deve ser. Mas o que mais me irrita é que há uma falta de união de pensamento que convirja nisto tudo. Porque a fotografia como a arte sem um fio de ser que valha a pena desconstruir, perde a piada e toda a essencia. E depois andamos todos aqui em volta do mesmo, todas estas paisagens voltam-se anacrónicamente para estados de alma que captamos, o que mais não é do que apoteoses do pitoresco, eu detesto o pitoresco...acho foleiro e boçal, acho que devemos unir-nos como artistas e procurar novos horizontes para tecer novas imagens captadas. Porque a sincronização do pensamento não é a nossa vida em si, porque a cultura não faz parte da nossa vida como uma cultura construtiva. Uma imagem ao espelhar um sentido, espelha sentidos de alma, sentidos de sentir que não sentimos, mas que somos obrigados a sentir, talhados somos pela forma reveladora da arte que criamos" - Toda a gente aplaudio. - até que ele disse- " Não batam palmas a este miserável que apenas tem vindo a defecar ideias soltas, porque se questiona até se a sua existencia é sensata ou não, andamos aqui numa roda viva sem sentido" - No comments. Eu ainda tentei depois fazer-lhe ver que no meio dos elogios a cultura ele deitou-a a baixo completamante, que o pitoresco é parte da cultura dos povos e que deve ser valorizado em diversos contextos...enervou-se com a contradição descoberta mas pagou-me um fino.
Resultado, sou transportado á força toda para um berçario onde ao envéz de conversa adulta o que surge é um balbuciar estranho que lhes sai com gracejo dúbio por já terem 30 a 40 anos e mais- coisa que num bebé de 4 anos seria de achar graça. Acho que os media, os politicos e os filósosfos demagogos têm feito um trabalho nesse sentido ao começar a duvidar de tudo o que existe, e a influenciar o pensamento das pessoas ao permeabilizar que todos o façam. Aquela frase; "Tudo é relativo" já me veio dizer que tem dado uma mãzinha a sacaninha.

Até da existencia deles mesmos duvidam, diluem tudo na dúvida na tentativa falsa de descobrir algo, ou o que eles querem é destruir? Valores, regras, existencia, até eles mesmos como pensamento de forma a nada sobrar, só quem não vai na onda se mantém a rir á grande. As crianças desmembram-se nas contradições,mas num palco sem espectadores adultos, completamente á espera de ajuda. E  eu digo; Ó Descartes tem lá calma, que eles vão chegar lá, com tempo, mas vão lá chegar. E o Descartes dis-me; mas eles andam é esconder-se a eles mesmos... deixa lá Descartes que eles lá chegarão onde tiverem de chegar!

Entorno o Aquário e digo assim, meus meninos; para evoluir não se destroi , constroi-se!

é obvio que as contradições andam aí, mas é forçoso combatelas, é urgente que se faça...

Vamos á lição, o caminho é o que já todos sabem menos os insurrectos; aprender, ver , observar, analisar, intrepretar e criar.

trrrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmm

podem saír, hora do recreio 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Armamento, meios de manter a Ordem

O Armamento medieval era o meio de, atráves de acção imediata de soldados (elementos móveis do sistema) permitia que a situação "Ordem"- perspectiva a que se dava corpo; podesse ser aplicada a toda a hora. Não obstante os Castelos que mantinham a situação das terras num controlo mais rigido e numa imposição certa de algum "respeito"- como se as forças das terras dissessem que; " Estamos aqui, e aqui aplica-se a lei"- o que era necessário eram elementos móveis que enfrentassem elementos virais que na época podiam ser mesmo os poderes locais em que se mantinha inimosidade e que contra, se mantinham uma posição.   O armamento medieval detinha uma postura equitativa na medida em que aplicava uma espécie de sanção ou de força que mais não deve ser percebida do que uma defesa iniciatica e de caris conservador.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Combate pelo Estandarte; ( Fight for the Banner )

O exercito grego foi ao longo do tempo, diversificando, teve várias formas de se auto-disciplinar e de actuar. Os Hoplitas eram o groço de tropas helenicas e actuavam como um corpo coeso e bem treinado. Mas entre Atenienses e Espartanos, a história vai mais além. Espartanos guerreavam por terra, com homens apeados com o minimo de armamento, e com um treino severo. Enquanto que os Atenienses apostavam na sua armada de navios bem forte e respeitada. A guerra entre ambos foi uma outra história. Os gregos mantinham uma disciplia militar, que não era muito diferente de todos os outros povos, disciplina essa que á luz da época, era suficiente para fazer face ás adversidades.

O Exercito romano era uma maquina comandada para fins mais complexos- conquistar/administrar, e a sua disciplina era ainda mais intensa, era constituida por homens bem treinados para o que eram programados. Era um exercito guerrido, que pendia para um código de união inquebravel, e actuação cruel e sangrenta por excelencia. Falo de exército que em unisono respondiam em uma só vóz ás ordens que lhes eram facultadas, sem pensar ou questionar. Eram um corpo fortemente comandado como uma força unica- daí que o império se tivesse mantido. Não obstante, mesmo uma maquina de guerra excelente, sem um comando é como um grande corpo sem cerebro.

O Exército Muçulmano divergia desta forma unitária de actuar... actuavam em grupos, apesar de unidos, tinham uma norma de guerrilha destabilizadora do inimigo. os Mamelucos e os Sarracenos são exemplos disso. Chegar e atordoar o exército atacante era um código para atingir um fim precioso. Geralmente a cavalo ou a pé, com pouco armamanto, para não dificultar a deslocação, em pontos chave, actuavam sem ser anunciados, com uma arma usada antes pelos Lusitanos, muito eficaz nas emboscadas aos romanos ; " O grito de ataque ou de guerra" que era para descomandar os nervos do inimigo e pô-lo em estado se choque. As emboscadas e o acto de guerrilha desta condição sempre foi uma benece dos povos que procuravam defender o seu território, apanhar o inimigo em fragilidade atravéz do desconhecimento do terreno e das posições inimigas e arremeter-lhe pesadas e decisivas derrotas. O próprios visigodos o faziam.

No periodo medieval as coisas ficam desenhadas um pouco desta forma embora já com outros parametros. Procurava-se manter distante os inimigos, e aliviar tenções, fazendo razias (fussados) promovidas pelos poderes locais e/ou depois mais tarde centrais. Até que a conjuntura muda, havendo a necessidade de impôr posições e fronteiras de comando, e aqui um exercito bem treinado e disciplinado era vital, vindo depois a heraldica para identificação dos exercitos em campanha. Os castelos vão ser um ponto de apoio administrativo e senhorial de poder e as maquinas de engenho vão cobrir as acções de apelido, no cerco das cidades pelos exercitos dos reis.


In English

Through time, there were many differences in the Greek Army, because they had several ways of acting and getting self-disciplin.The Hoplitas were the majority of the Hellenic troops and used to act like a cohesive and well-trained group. But between Athenians and Spartans, the story goes further. The Spartans fought on land, with dismounted men with the least of armament and a severe training. While the Athenians counted with their fleet of ships very strong and respected. The war between them was another story. The Greeks keep a military disciplin, which was not very different from all other people, and that disciplin, in that time, was considered sufficient to face the adversities.


The Roman Army was a machine commanded to more complex purposes – to conquer/administrate, and their disciplin was even more intense, with their men well-trained to gain the objective. It was a fierce army, who had an unbreakable union code, and an excellent, cruel and bloody action. I’m talking about an army that, together, answered the orders without thinking or questioning. They were an extremely commanded group like a unique force, and that’s why they kept the Empire. Nevertheless, even an excellent war machine needs a command, or else it is like a big body without a brain.

The Muslim Army diverged of this unitary acting way – they acted in groups, although united, that had a guerrilla norm, which was very disturbing to the enemy. The Mamelukes and the Saracens are a good example of this. To arrive and to stun the the attacker army was a code to achieve a precious purpose. Usually on horse or at foot, with little armament in order to not disturb the journey, on right spots, they attacked without warning, with a weapon used by the Lusitanians before, and that was very efective on the ambushes to the Romans; “the attack or war scream” was to throw into confusion the nerves of the enemy and to put them in shock. The ambushes and guerrillas were always a benefit for people who tried to defend their territory, to catch the enemy fragile through the ignorance of the field and the enemys’ positions in order to chrge them heavy and decisive defeats. The own Visigoths did that.

On Medieval Epoch, things are this way, although with another parameters. The purpose was to keep the enemies away and to relief tensions by making trenches promoted by the local powers and/or later on, the central powers. This goes until the conjuncture changes, with the necessity of impose positions and frontiers of command; and here it was vital a well-trained and disciplined army, with the heraldry for the identification of the armies on field. The Castles worked as an executive and manorial support of power and the engine machines would cover up the surnames’ actions, on the siege of the cities by the Kings’ armies.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Apocalipse de Ideias

Numa posição em que me dedico muitas vezes, eu percebo que há muita gente que não entende o que se passa em seu redor! Este post deveria chamar-se Apocalipse de ideias Antropológicas...na medida em que o que vou falar tem especial teor no cuidado de notas essenciais que tenho visto, tenho lido e presenciado.

Há uma camada de pessoas que gosta da cultura como algo inerente á própria identidade, á própria raiz de onde tudo parece ter surgido. Mas pensar que as coisas têm um fundo meramente cientifico é caír num pensamento muito "light", é pegar apenas num remo do pensamento para remar para...o eterno redemoinho das ideias! É necessário que se veja que as coisas não têm perceptivamente que ser entendidas como algo que deve ser analisado com tanta observação hepotética que seja "light" e baseada na dúvida e no erro. Se tivessemos a paciencia para tentar descortinar um pouco da verdade que nos envolve, conectando-nos com o que se passa com o meio...provavelmente teriamos mais respostas! Aqui entra o mundo dos sentidos que nos diz "sejam bem vindos!" Mas não é um mundo que deva ser relegado, porque explica já muita gente, e penso que é já da capacidade de percepção de todos que é algo a explorar com veemencia, até para não se caír no erro do pensamento meramente analitico que nos fará caír prostrados contra uma parede da razão.

Depois há a verdade que muitos procuram, e a mantira em que outros procuram esconder-se, filha da ignorancia. Quem generaliza uma amostra analisada caí em erro, no erro do pré-pensamento estabelecido que é filho da mentira. A descoberta, filha da verdade tem vários filhos como a claridade e a percepção exacta, que denunciam as patranhas da mentira e de seus filhos... é estranho ver que as pessoas ao não saberem, não se dão ao cuidado de "ir ver" , "procurar", "tentar encontrar respostas", sem esse sacrificio, porque levam a vida numa "não tou para me chatear" depois são levados pelo rídiculo quando falam. Não falo em ninguém em particular mas todos sabem que é assim.

E perguntam os leitores "Oh a.p. isso tudo já sabemos e é até muito certo ...mas o que queres explicar com tudo isso?"
E aí eu explico que o que quero falar é sobre algumas hierofanias de que fala Historiador Mircea Eliade e que são tão mal entendidas.

Este Historiador, estudou durante parte da sua vida as religiões e o sagrado e o profano, estudou as populações na base social e da crença desde as origens, e o que ele explica muitas vezes, leva-me a crer que o homem, como ser social, e ao perceber a sua necessidade de se interligar com a terra, ele procurava um vinculo com o que não podia controlar, mas com o que ele etendeu que era um ser que fazia parte desse mesmo meio...é daí que resulta que ele busque uma importancia para a morte ao entender que ela faz parte da existencia, e da mesma forma aos ritos de passagem da vida.

Com isto demonstro a minha indignação perante ideias que acho ridiculas e alvo de chacota quando se mostram, meramente racionais de tão efemeras que são; tais como; "O homem começou a enterrar os seus mortos por medo de represálias" , " o homem que enterrou o primeiro homem, foi o seu assasino, e por medo que este surgisse de outra forma, resolveu ao menos dar-lhe um enterro digno", " o homem enterra os sueus mortos porque percebeu que mais tarde iria ser castigado, por os ter facilitado na entrada do mundo que desconhece", " o homem ao perceber que tinha morto alguém, e por ter sido vil o seu acto, para se redimir, deu-lhe um enterro digo" ...a estas ideias eu pergunto refutando, Quem é que lá estava para definir que isto foi assim? Querem dizer-me a mim que se enterrava os entes queridos, mortos por uma catastrofe da natureza, ou numa caça ao javali, porque se enviabilizou a morte destes?

Eu a imaginar:
" O bugano estava em casa todo chateado porque não podia ir á caça com o Iumo. Estava com um pé ferido da ultima caçada e pensava para si enquanto batia silex no silex;
- " grunf! o sacana do Iumo pode ir á caça do javali! Havia de morrer o sacana!

Bugano acorda com a comunidade a anunciar a morte do outro chefe Iumo, morrera numa luta de um clã de javalis desconhecido na região- Bugano, ficou aflito e depressa deixou que o medo tomasse conta dele, e ao ver o corpo do chefe amigo, entendeu que tinha feito pela morte do mesmo e fez-lhe um enterro digno de chefe.

Conclusão: Será percepetivel e viável aceitar que isto podesse ser assim? - I don't think so! 

E a pensar "quem sabe?"- então calamo-nos todos, mas também não tomemos juizos infundados.

Mas suponhamos que estão a falar de pessoas más (fantasiando que os primeiros homens, e os que se seguiram eram todos maus), porque também havia gente boa, com olhos para o futuro - e estes também mataram os seus ente-queridos? E somos todos filhos de assassinos que tenta dar uma morte digna a alguém que matamos para mostrar-mos uma falsa redimição face á natureza?... por favor.

O homem primeiro, o que surgiu na terra... nem sabia o que matar significa, nem tinha noção do conflito como ele vem mais tarde a ser entendido. É forçoso que se entenda que ele, como ser (antes de mais nada) vivo, era integrante com o meio, vivia nele e para ele. entendeu que não o comandava, antes, que era parte fundamental nele mesmo. Depois é que surgiram os que vieram com a mania que comadam tudo, que tudo podem, mandar e desmandar, dar a vida e assassina-la. É ridiculo aceitar á luz da psicologia actual, que o homem desde os primórdios tentou dominar tudo, ou que começou a ter medo do que vinha pela proa, como resposta de actos que ele nem sabia que tinham tais nomes. Achava-se rei e senhor- meus amigos isto foi sempre um pensamento sentimento a que dá corpo o homem para estabelecer a sua ordem. Nada tem a ver com o que tenho ouvido e lido que devia era ser alvo de chacota permente.
Quando pego num livro "que não divulgo o nome por respeito" e leio que o homem começou a enterrar os seus mortos porque ao ter praticado tal acto, sentiu o medo de uma represalia imediata do defunto, porque foi (quase de certeza) seu assassino- isto é uma grave demonstração da ignorancia identitária da existencia inicial que foi a do homem neste mundo. Na medida em que consegui enetnder o autor, ele explicava que se os filhos são maus para os pais ou vice-versa, era porque numa outra ocasião no tempo uma das partes teria chegado ao ponto de ter de se redimir...e aqui eu até entendo, se falamos em casos expecificos a que um outro autor, num outro livro explica, incluindo Freud em passagens que vale a pena referir. Mas não era bem isto que o autor queria evidenciar. Pelo menos não me parece. Leva-me a supor que não se estuda profundamente nada do genero e que importa para o autor acusar logo de entrada que todos os problemas psicologicos do homem a niveis; sociais, familiares, de animozidade, etc. nos dias de hoje se devem ao facto do inconsciente se ver constantemente em mãos com o sagrado e o profano e por vezes não sabe lidar com tal realidade temendo-a, desde os tempos idos da existencia.

Isto pode ser assim, mas, em dados momentos da vida humana, em dadas ocasiões em que o homem erra, ou por problemas ou pela força das circunstancias, não deve ser visto como sistema permanente de estudo para iniciar uma analise da mente e dos comportamentos humanos, arquivando-a num amostra só para que deva ser generalizada.

Demo-nos ao trabalho de investigar e querer entender para falar depois sem caír no ridiculo!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Arqueologia no campo dos sentidos

Na sequencia do que tem vindo a ser falado acerca da Arqueologia, queria dizer que é essencial que se perceba que esta área nada tem de simples e abreviatório mas que tem várias respostas nos campos da reflexão e do conhecimento do que se pretende na verdade realçar.

Destaco o papel dos Castelos em território Português, mais concretamente os que se tornariam cabeça de terra. Eram Castelos que imprimiam uma posição, estavam ali não propriamente para e só exercer um vinculo de poder hierárquico, laço com um senhor e com a terra em tempos conturbados. Em que a terra se destacava com um cunho senhorial. O Castelo também era um instrumento, uso cincrónico de comando e de controlo das terras envolventes, era um meio de exercer justiça e ordem sobre quem daquelas terras estava dependente, ou dependente do senhor das terras e ao mesmo tempo exercia um laço com essas populações que fazia todo o sentido na perspectiva da hierarquia de comando feudal. Mas além disso tinha um papel activo na defesa do espaço nacional, e aí poder-se-ia especificar os Castelos de fronteira que cresceram no tempo de D. Dinis, qunado são necessários para definir uma posição de poder face a outros povos (questão politica externa), mas já numa posição intrena, em que o comando central é forte.

O Castelo não era apenas e só um meio de força imprimida no espaço, era também usado para o mesmo fim nas mentalidades para não falar que era um meio de fazer sentir proeminente o comando/defesa da região mesmo entre as populações. Mas tal espaço não era apenas um meio para tudo isto. O Catelo era um meio de identidade do povo da região e do comando que ali era exercido, assim o Castelo permitia uma ligação profunda das populações com a terra, da sua história e das suas raizes, mantendo a função de resguardo e união. Era um meio de confluencia social e politica entre as populações e a terra.

Fonte:
-BARROCA, Dr. Mario Jorge;"Nova História Militar de Portugal- vol. 1".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O sol bem bate...

Vou postar uma ideia cheia de humor.Vá lá que aqui não pode ser tudo sério, porque caíu no erro de tornar tudo um pouco entediante, e os tempos, a meu ver, precisam de um pouco de riso e descontração. Na medida do possivel, procurem acompanhar e não intrepretar nada do que aqui é dito de forma ofensiva ou contraditória, na medida em que o que se procura neste post é um pouco de diversão, pensamento, e pouco mais que isso...


"Aqui há dias senti que alguma coisa se falava acerca da crise que se vive no pais e fiquei preplexo!" - quem é que disse isto??? Bem,tenho ouvido muita gente a falar assim ultimamente e de facto dá-me uma comichão na baixa nuca terrivel... é, forçoso que, se entenda, que o país anda em crise á que??... 30 anos?? é mais ao menos isto não é?... Aqui o pessoal mais velho diz que sim! Então, eu pergunto assim... olha, olha, olha, eu pergunto assim, olha pergunto assim, pergunto assim.... olha eu pergunto assim, pergunto assinhe...pergunto assim, pergunto assinhe...pergunto assinhe... "De que é que estamos todos á espera?"

Eu daqui do lado não vejo grandes janelas lá para fora... quando ouço temas do zeca afonso ou do sérgio godinho, ponho-me a pensar... "afinal???"  E depois dizem-me: "Oh rapaz mas tu não dizes nada!"

E assim sinto-me obrigado a lançar o dado e a dizer: "O sol não abre rocha se não quiser..." - é ou não é?.

tem dias...

A minha força face á arqueologia

A minha força face á arqueologia

Façam sinais de Fumo (Make me Smoky Signs); (Hagan Señales de Humo)

Contactem-me para qualquer trabalho, dentro e/ou fora da área da Arqueologia, se acharem por bem, falem comigo no e-mail: brudiofer@gmail.com ,

Querem desenhos para os vossos projectos, sejam eles quais forem? Bds, Folhetos, cartazes, Livros, T-shirts, Emblemas, Trabalhos, Ensaios e afins? Falem comigo! A minha disponibilidade é total!

Podem deixar opiniões neste blog e se souberem de alguma escavação ou mesmo de alguém que precise de um desenhador, façam sinais de fumo, contactem-me!


Please, don’t hesitate to contact me for any job, in or out the Archaeology discipline, if you’re allright with that, of course. Talk to me by my email:brudiofer@gmail.com

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PAC: «Ajuda Já»

Querem dar os primeiros passos no desenho? Precisam de ajuda nesse sentido? Dou uma iniciação em 15 lições. Tenho pelo menos alguns anos de experiencia. Dou umas luzes e «dou motivação» para uma vida melhor pela via da expressão através de um lápis e de uma folha - mais que certo!

Querem explicações de História? contactem comigo, dou «explicações detalhadas», com, se aprouver «uma visão própria do que sei» sobre diversas matérias do 5º ao 12º ano e até universitárias - onde tenho conhecimento. Não hesitem!




(Do you want to do the firsts steps in design? Do you need same help in this way? I can do 15 lessons to begin. I got a few years of experience. I give you some lights and «motivations» for one better life in expression by one pencil and a paper- call to see!

Do you want some explanations in History or Archaeology? Call me, I give you «details of my Knowledge», with, if you want «a personal vision»).

Manifesto Arqueológico do Norte

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Velhos do Restelo

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fonte: Asterix na Córsega de: Uderso /Texto transformado: Anjo Perpétuo